Como conversar com ela
“O que eu digo? E o que eu não devo dizer?”
💬 Em palavras simples
Ouça sem julgar. Acredite nela. Diga que a culpa não é dela e que ela não está sozinha. Não pressione para que ela denuncie ou vá embora na hora: sair de uma relação violenta é um processo, e a decisão é dela. Nunca confronte o agressor: isso pode colocar vocês duas em risco.
O que ajuda: "Eu acredito em você", "A culpa não é sua", "Estou aqui quando você precisar", "Existe ajuda gratuita e sigilosa". O que não ajuda: "Por que você não sai?", "Eu já tinha avisado", "Ele parece tão bonzinho".
👉 Exemplos
- Ela contou e depois voltou atrás: continue por perto, sem cobrar.
- Ela ainda gosta dele: é comum. Não julgue.
- Ela tem medo de perder os filhos: explique que a lei protege a guarda dela e que a Defensoria é gratuita.
✅ O que você pode fazer
- 1Ofereça ajuda prática: guardar documentos e uma mala, ficar com as crianças, acompanhar até a delegacia ou o Centro de Referência.
- 2Combine uma palavra ou sinal para ela pedir socorro sem que ele perceba.
- 3Mostre a ela este site e o número 180.
- 4Cuide de você também: se precisar, ligue 180 para orientação de como ajudar.
📞 Onde procurar
- 180 - Central de Atendimento à Mulher
- Centro de Referência da Mulher ou CREAS da cidade
⚖️ A lei que garante isso
Lei 11.340/2006, art. 8º (diretrizes de prevenção e atendimento em rede).
📜 Ler o texto completo da lei
Lei nº 11.340/2006, art. 8º - A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, tendo por diretrizes: I - a integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação;